Night, Pálinka, Erasmus, Coffee Break, Kebab e passeios nocturnos!

Entretanto, já conheci imensas pessoas! Parece que cada dia passa a correr e que, com tanto trabalho, pouco tempo há para parar e escrever um pouco.

Há uns dias conheci um grupo de estudantes na residência que me levaram a conhecer o bairro aqui perto e um barzinho onde param todos os estudantes de Erasmus! Foi engraçadissimo! Lá provei a Pálinka, a bebída espirituosa típica da Hungria (imeeeensamente alcoólica – 50% e qualquer coisinha...), ouvi boa música (Felix DaHousecat, Mylo and so on...), bebi cerveja húngara (maravilha!), mas não há nada como regressar cedinho para dormir umas belas de umas 8 horinhas e acordar fresquinha no dia seguinte para mais uma dose de trabalho.

As pessoas são simpatiquíssimas comigo. Fazem-me companhia nos “breaks” para o café, gostam de saber pormenores sobre Portugal, acompanham-me para o almoço, levam-me para umas visitas guiadas pelas redondezas, explicam-me o funcionamento de determinadas áreas da universidade, estão sempre preocupados com o meu bem-estar... É uma maravilha ser bem recebida!
Já estou instalada no gabinete que prepararam para mim! Toda esta atenção faz com que eu tenha a impressão de que esta gente só trabalha e pouco tempo tem para relaxar! E eu que pensava que relaxava pouco... Ok, eles passam a vida a dizer “you portuguese people, always having a coffee break”. E têm razão. :)

Já tive oportunidade de ter contacto com várias experiências do laboratório, é interessantíssimo para mim, que não sou engenheira, perceber que tudo pode ser explicado de uma forma mais simples – afinal, a ciência não é assim tão complicada de entender. :)

Tirei o fim da tarde para deambular pelas ruas e conhecer um pouco do que está mesmo aqui à volta. Liiiiiindo!! Caminhei pelas ruas interiores e junto ao rio... Para quem não está bem informado, Buda e Peste são divididas pelo Rio Danúbio, de Norte a Sul; neste momento, estou a viver e a trabalhar em Buda, que é montanhoso enquanto Peste é plano. A passagem para o outro lado pode ser feita através de algumas das pontes existentes ao longo do rio. As paisagens de ambos os lados são distintas mas ambas deliciosas. ;)
Depois de um jantar demasiado apimentado (um Kebab que me levou às lágrimas e me fez beber 1 litro de água depois da refeição!), de volta ao quarto. Está na hora de entrar em contacto com os amigos no MSN e Skype!

Ponte Elisabete

Pálinka

Túnel para o Tram

Dormitório Kármán Todor (a minha residência!!)

Com os jóbens!

With Szilárd and Csabi

With Ákos

Quando precisamos taaaanto de café!

Pessoal!! Peço desculpa pela demora mas isto por cá tem sido uma correria... Já aconteceu imensa coisa e tenho um montão de fotos para vos mostrar mas, para já, deixo-vos ficar com uns simples pensamentos que se me ocorreram... :)

“Café da manhã!”, ou deverei dizer “leite em pacote de alumínio e sande de queijo e fiambre e alface e manteiga”?! É verdade... Estranho mas as coisas por cá são mesmo assim; diferentes.
O laboratório, afinal, tem mais pó do que o quarto tinha ontem e eu estou fartinha de o inalar e espirrar compulsivamente. “Ossos do ofício” e da oficina.
O Ákos é uma simpatia; sempre sorridente a dizer “temos imeeeenso trabalho preparado para ti, vais gostar!”. Vou, eu sei que sim. Já consigo adivinhar os dias sossegados que irei ter por cá, com esta rebarbadora sempre a buzinar no meu ouvido (está a 100 metros de distância e parece que está a 1 centímetro!). Mas o Ákos é mesmo uma simpatia; arranjou-me aquele belíssimo quarto, um computador no laboratório e um espacinho para trabalhar. O que eu preciso agora mesmo é de um café!

Depois de um dia cheio de apresentações, casa! Uma tremenda dor de cabeça tomou posse do meu espírito de descoberta e preciso de descansar para poder estar recuperada para logo à noite ir dar uma voltinha pelas redondezas. Bed time (at 17h30!).

E agora, um cheirinho... ;)


BME

Jardim da BME

Biblioteca da BME

Biblioteca da BME

Cerveja húngara

Lisbon - Budapest: The arrival

A viagem para Budapeste foi mais atribulada. Começou com uma pequena avaria no avião que nos levou uma hora de atraso! Chegamos a Budapeste às 19h30.
A espera pelas malas foi dolorosa! Além disso, quando vi a minha malinha toda partidinha, molhada e quase sem rodas até se me deu um “arrepio na pele”, como já dizia o Marco Paulo.

Gábor estava à minha espera no aeroporto para me mostrar a faculdade e o departamento onde irei trabalhar. Mais tarde, encontrei o Krisztián e o Ákos, duas pessoas com quem irei contactar directamente que me mostraram as experiências no laboratório. Quando entrei na Universidade de Engenharia de Budapeste vários pensamentos surgiram: “a FEUP é bem mais bonita”; “as pessoas em Portugal vestem-se melhor”; “aqui fazem-se coisas a sério, em grande escala!”; “que grande laboratório, as experiências são enormes”... O laboratório, de facto, é constituído por maquinaria pesada e cara, de grande aparato, com as quais se deve ter muito cuidado; não é qualquer um que as manuseia (ou pode manusear!).

Seguiu-se a entrada na residência, onde fiquei boquiaberta. As instalações são espectaculares porque, segundo o que me contou o Krisztián, foram preparadas para alojar professores. Contas feitas, colocaram-me num quarto de hotel! :) Para jantar ficámo-nos pelas redondezas, no restaurante chinês. Claro está que o euro vale mais do que o florim e, portanto, as despesas aqui ficam sempre abaixo das nossas lá. Por falar nisso, amanhã tenho de ir ao supermercado comprar coisinhas! Não ter nada para comer ou beber no quarto é deprimente.

Feitas as chamadas para a família e para o Don Juan, depois de desfazer as malas (e decorar o quarto com algumas peças de roupa molhada – obra dos senhores da Ground Force, da TAP), o merecido banho! Que delícia! Uns minutinhos ao pc, a ouvir música, enquanto arrumava o quartinho (e o limpava porque, a ver pela camada de pó, já dava para fazer algodão doce!) e colocava tudo nos sítios, a ver se criava um ambiente mais “caseirinho”. :)

Bom, a imagem que me fica dos húngaros: cavalheiros, simpáticos e prestativos, óptimos anfitriões. Estou a gostar... :)

E depois de um dia cheio de emoções, o sono da beleza! Boa noite e até amanhã.

Porto - Lisboa: Yeaaah!

A viagem até Lisboa correu muitíssimo bem, sem turbulência ou quaisquer sinais de perigo (dadas as últimas notícias sobre as “um tanto ou quanto” frequentes quedas de aviões, considero uma viagem bastante segura). Foi um voo rápido e cómodo. A bordo foram servidas umas deliciosas queijadas frescas de ovo e um café bem quentinho para acordar!

Neste momento, encontro-me sentada na área de restauração a relaxar depois do almoço, mesmo em frente a um grande ecrã que anuncia as partidas. Não vá eu atrasar-me (sim, vá, podem dizer que “não era de admirar”...); tenho sempre uma “vozinha” no altifalante a avisar as “últimas chamadas”. Dentro de uma hora embarco para essa bela cidade conhecida como “a Pequena Paris da Europa Central”. Estou ansiosa... Agora, vou carregar o telemóvel para avisar a família da minha chegada; algo me diz que vou gastar balúrdios em chamadas! “Dios mio”...

A caminho...

Caros amigos e leitores,

hoje embarquei numa experiência maravilhosa... Um estágio em Budapeste. Uma proposta irrecusável! Ao longo de um mês irei trabalhar nesta deliciosa cidade e irei conhecer pessoas novas, travar novos conhecimentos, alargar o meu mapa cultural, partilhar experiências únicas... Como é costume dizer-se "tudo o que é bom duplica de prazer quando o partilhamos". É o que espero, ao partilhar este intercâmbio convosco! Aproveitem e divirtam-se! Deixem as vossas novidades; eu não me vou esquecer de vos pôr a par das minhas!! ;)


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